Por Cláudia LorscheitterHá pouco mais de 100 anos, em 9 de fevereiro de 1909, nascia na Freguesia de Várzea da Ovelha, no Distrito do Porto, em Portugal, Maria do Carmo Miranda da Cunha, mais conhecida como Carmem Miranda.
Carmem Miranda chegou pela primeira vez ao Brasil em 17 de dezembro de 1909 ao lado da mãe, Maria Emilia Miranda da Cunha (10-3-1886 / 9-11-1971). O destino era o Rio de Janeiro, onde o pai, José Maria Pinto da Cunha (17-2-1887 / 21-6-1938), havia montado um salão de barbeiro, localizado na Rua da Misericórdia, nº 70.
Os anos passaram, e a família Miranda da Cunha enfrentou algumas dificuldades financeiras, principalmente pelos problemas de saúde de Olinda, irmã mais velha de Carmem. Para ajudar a pagar o tratamento dos problemas pulmonares da irmã em Portugal, Carmem Miranda abandonou a escola e começou a ajudar a mãe nas atividades da pensão que atendia aos comerciantes locais. Olinda morreu jovem, aos 23 anos, mas conseguiu acompanhar o início do grande sucesso da irmã.
Em 1929, Carmen cantou pela primeira vez em um festival. Desde lá, a artista despertou a atenção. O compositor baiano, Josué de Barros, assistiu a apresentação e se interessou pela carreira da jovem. Barros ajudou Carmem Miranda a mostrar seu trabalho às estações de rádio, clubes e gravadoras do Rio de Janeiro. Desde então nada segurou a carreira brilhante traçada por um dos ícones da Música Popular Brasileira. Carmem encantou multidões por onde passou.
Conforme a biografia da cantora escrita pela jornalista Tatiana Rocha, publicada no site www.mpbnet.com.br/musicos/carmen.miranda, a cantora era uma mulher de estatura baixa, por volta de 1m53. Por isso, gostava de usar calçados de saltos altos. Pela imagem da mulher miúda de salto, o radialista César Ladeira a batizou, carinhosamente, de “ A pequena notável”.
Conforme a biografia da cantora escrita pela jornalista Tatiana Rocha, publicada no site www.mpbnet.com.br/musicos/carmen.miranda, a cantora era uma mulher de estatura baixa, por volta de 1m53. Por isso, gostava de usar calçados de saltos altos. Pela imagem da mulher miúda de salto, o radialista César Ladeira a batizou, carinhosamente, de “ A pequena notável”.
Carmem Miranda morreu aos 46 anos, em Beverly Hills, devido a um colapso cardíaco. O sepultamento de Carmen Miranda no Cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro, em 13 de agosto de 1955, oito dias após sua morte, reuniu uma multidão de meio milhão de pessoas. Mesmo sem se apresentar no Brasil há 15 anos, a morte da artista deixou o país em luto e em profunda comoção popular. Foram rezadas dezenas de missas em lembrança a cantora.
No livro “Carmem”, escrito por Ruy Castro e editado pela Cia. Da Letras, o autor revela diversas passagens importantes da vida da cantora e ao mesmo tempo desconhecidas. "Carmem era independente, falava palavrão e todo mundo sabia que tinha vida sexual com o namorado, mas ninguém lhe faltava com o respeito", explica Castro.
A obra, escrita após três anos de pesquisa, exibe algumas curiosidades em relação à Carmem Miranda. Uma delas era a mania de Carmem, ainda quando criança, de limpar o dedo de batom nas paredes de casa, em São Cristóvão, no Rio.
Mas, não foi apenas através da música e da voz inconfundível que Carmem Miranda tornou-se uma figura inconfundível. Os vestidos, os adereços, os famosos balangandãs da pequena notável fizeram com que a artista se tornasse um marco na moda nacional. Estilistas como Jacqueline de Biase, Marco Maia e Luciano Canale são alguns dos que homenagearam o estilo único de Carmem Miranda através de suas criações.
Para os fãs que quiserem saber mais sobre a cantora o site apresenta a biografia, discografia, filmografia além de outros materiais referentes a vida e carreira de Carmem Miranda.
Fontes: Site oficial Carmem Miranda; livro Carmem de Ruy Castro e site mpbnet.

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